Semana de oração pela unidade dos cristãos – 05 / 12 de junho
Irmã Márcia Maria Lobo Leite/ CONIC-MG
Fiéis das denominações cristãs que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Regional Minas Gerais (CONIC-MG) se unem na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em oração, à luz do tema:” Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42-46).
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, já em sua 103ª edição, é um momento dos mais privilegiados do Movimento Ecumênico internacional e nacional, segundo a presidente do CONIC-MG, Irmã Márcia Maria Lobo Leite, da Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência, pois a “Oração é a alma do Movimento Ecumênico”.
Ao ser questionada sobre o fato de ter sido reeleita para presidir o CONIC-MG, a religiosa acredita ter conquistado a confiança dos representantes das Igrejas Cristãs integrantes do Conselho por tratar o “ecumenismo com amor, seriedade, transparência e cuidado, promovendo o diálogo a partir daquilo que aproxima as várias tendências cristãs. “ Irmã Márcia ressalta que o ecumenismo é uma dimensão na vida da Igreja e não uma mera opção pessoal, mas um apelo evangélico (Jo 17,21-13). O caminho ecumênico é o caminho da Igreja; o desígnio de Deus é a comunhão (Cf. Ut Unum Sint, 1).
1. O que significa viver o ecumenismo?
R. Significa compreender e o experienciar como ‘Estilo de vida’, norteado pelo respeito às diferenças, transparência nas relações, traduzida num diálogo correto, sincero, autêntico, compreensivo, vendo no outro/a uma pessoa que merece toda a nossa reverência, amizade, solidariedade, seja ela quem for, não importando a sua condição cultural, social, confessional etc. Somos todos irmãos/ãs.
O Reino de Deus não faz acepção de pessoas. Hoje, mais do que nunca precisamos entender o Movimento ecumênico como um caminho a ser percorrido em direção da Paz, nas micro e macro relações, priorizando a VIDA, Dom Maior (Jo 10,10). Temos boas razões para sermos ecumênicos: Jesus pediu a Unidade de seus discípulos e discípulas; temos uma base doutrinária comum: a mesma fé batismal trinitária, o mesmo Cristo, Senhor e Salvador, segundo as Escrituras, o mesmo Credo. Uma orientação pode nos ajudar: No essencial: a Unidade. No que é próprio de cada Igreja: a liberdade. Em tudo a Caridade e a fidelidade a Jesus, o Cristo. (Agostinho de Hipona)
2. O Movimento Ecumênico, hoje, é bem aceito dentro das Igrejas?
R- O Movimento Ecumênico iniciado há tantos anos pelas Igrejas da Reforma e na Igreja Católica Romana, de forma intensa, a partir do Vaticano II ( Decreto Unitatis Redintegratio, sobre a Unidade dos Cristãos), ainda é considerado algo estranho entre grande número de fiéis. Consideramos a formação para o ecumenismo ainda muito insipiente. Existem muitas iniciativas positivas no aspecto da formação seminarística e laical, porém a pouca informação e formação neste particular fazem com que seja visto ainda com muita suspeita e indiferença.
Irmã Márcia Maria Lobo Leite/ CONIC-MG
Fiéis das denominações cristãs que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Regional Minas Gerais (CONIC-MG) se unem na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em oração, à luz do tema:” Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42-46).
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, já em sua 103ª edição, é um momento dos mais privilegiados do Movimento Ecumênico internacional e nacional, segundo a presidente do CONIC-MG, Irmã Márcia Maria Lobo Leite, da Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência, pois a “Oração é a alma do Movimento Ecumênico”.
Ao ser questionada sobre o fato de ter sido reeleita para presidir o CONIC-MG, a religiosa acredita ter conquistado a confiança dos representantes das Igrejas Cristãs integrantes do Conselho por tratar o “ecumenismo com amor, seriedade, transparência e cuidado, promovendo o diálogo a partir daquilo que aproxima as várias tendências cristãs. “ Irmã Márcia ressalta que o ecumenismo é uma dimensão na vida da Igreja e não uma mera opção pessoal, mas um apelo evangélico (Jo 17,21-13). O caminho ecumênico é o caminho da Igreja; o desígnio de Deus é a comunhão (Cf. Ut Unum Sint, 1).
1. O que significa viver o ecumenismo?
R. Significa compreender e o experienciar como ‘Estilo de vida’, norteado pelo respeito às diferenças, transparência nas relações, traduzida num diálogo correto, sincero, autêntico, compreensivo, vendo no outro/a uma pessoa que merece toda a nossa reverência, amizade, solidariedade, seja ela quem for, não importando a sua condição cultural, social, confessional etc. Somos todos irmãos/ãs.
O Reino de Deus não faz acepção de pessoas. Hoje, mais do que nunca precisamos entender o Movimento ecumênico como um caminho a ser percorrido em direção da Paz, nas micro e macro relações, priorizando a VIDA, Dom Maior (Jo 10,10). Temos boas razões para sermos ecumênicos: Jesus pediu a Unidade de seus discípulos e discípulas; temos uma base doutrinária comum: a mesma fé batismal trinitária, o mesmo Cristo, Senhor e Salvador, segundo as Escrituras, o mesmo Credo. Uma orientação pode nos ajudar: No essencial: a Unidade. No que é próprio de cada Igreja: a liberdade. Em tudo a Caridade e a fidelidade a Jesus, o Cristo. (Agostinho de Hipona)
2. O Movimento Ecumênico, hoje, é bem aceito dentro das Igrejas?
R- O Movimento Ecumênico iniciado há tantos anos pelas Igrejas da Reforma e na Igreja Católica Romana, de forma intensa, a partir do Vaticano II ( Decreto Unitatis Redintegratio, sobre a Unidade dos Cristãos), ainda é considerado algo estranho entre grande número de fiéis. Consideramos a formação para o ecumenismo ainda muito insipiente. Existem muitas iniciativas positivas no aspecto da formação seminarística e laical, porém a pouca informação e formação neste particular fazem com que seja visto ainda com muita suspeita e indiferença.
Mas, pensemos nos significativos passos que já foram dados, neste particular, no campo da reflexão teológica e da ação social, através do Conselho Mundial de Igrejas (CMI); do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI); do CONIC Nacional e dos Regionais, além de outras instituições que promovem a Unidade na Diversidade. Não podemos nos esquecer das Campanhas da Fraternidade Ecumênicas (2000, 2005, 2010), com grande alcance no campo do ecumenismo prático, com iniciativas em favor da vida e da inclusão social. Com relação ao CONIC-MG, podemos perceber uma gradativa aceitação, crescimento qualitativo e numérico.
Entendemos, também, que o Movimento Ecumênico é um Movimento profético, interpelando-nos cotidianamente para sermos luz “na escuridão da noite”, pois caminha na contra mão da cultura moderna individualista e hedonista. Trata-se de um privilégio mesmo, darmos a nossa contribuição, por menor que seja, na reconstrução da Oikoumene, a nossa Terra, a nossa Casa, a única que temos. Sem unidade não poderá haver Paz e Reconciliação entre nós.
3. Diante de tantas manifestações de fé, como o CONIC-MG promove o diálogo com estas múltiplas identidades?
R – Em princípio é bom reconhecer que não ‘somos donos da verdade’. Existem várias maneiras de conceber e exprimir a fé cristã ou religiosa. Deus é imprevisível e inesgotável em suas manifestações. “O Espírito sopra onde e como quer”. Outra questão é a importância de abraçarmos a nossa identidade, sem a qual não se faz ecumenismo.
A soma das identidades promove a Unidade na diversidade, ou melhor “a diversidade reconciliada”. Trata-se de um grande desafio, porém, Deus o Pai de todos/as não nos pede coisas impossíveis. Quando se tem em mente o Projeto Maior, a Comunhão, nossa Meta, a Meta da Humanidade, vale a pena todo esforço e todo o empenho. Não podemos identificar os meios (expressões de fé cristãs/ religiosas) com o Fim que é Deus Trindade, “A melhor Comunidade”, modelo de relação amorosa autêntica para todos nós, criaturas humanas. “Não devais nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a lei” (Rm 13,8).
Em nossas Reuniões e Assembléias temos como hábito o diálogo a partir do que nos une e não do que nos divide. A riqueza de nossa fé transcende as diferenças. É um caminho longo a ser percorrido, mas como disse acima, muitas conquistas já foram alcançadas. Sobre isto temos uma rica bibliografia em documentos e livros disponíveis em nossas livrarias e editoras católicas e cristãs de outras confissões.
4. Jesus na Ceia deu exemplo de comunhão para todos os discípulos cristãos. A Santa Ceia é importante. E neste sentido inspira o Ecumenismo? Podemos afirmar que a Santa Ceia inspira o Ecumenismo, por ser exemplo de comunhão entre os discípulos?
R- A Eucaristia é o Sacramento da Unidade, fonte e ápice da vida Cristã. Significa e realiza a comunhão. Como comungar divididos? Se Comungo o Corpo de Cristo, comungo o seu Projeto, digo amém ao que Ele pediu: Para que todos sejam um.... E o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,21-23). Tanto para os católicos, como para as outras denominações pertencentes ao CONIC, a Santa Ceia é essencial no fortalecimento da fé cristã. As Igrejas integrantes do CONIC se alimentam da Santa Ceia e acreditam mesmo na presença Real do Senhor neste sacramento. Só que, para os católicos esta Presença se perpetua no Sacrário: Santíssimo Sacramento do Altar.
5. Do ponto de vista do Ecumenismo, como a senhora interpreta a conduta de líderes religiosos que pontuam equívocos nas outras religiões, para defender pontos de vista próprios das denominações
a que pertencem?
R - Todo o proselitismo não vem de Deus. Não faz parte do Ecumenismo. Não é sincero. Diálogo SIM, proselitismo, NÃO! A Semana de Oração nos pontua a necessidade de orarmos sem cessar. A Espiritualidade Ecumênica, garantida pela fé em Deus Trindade e pela Oração de Jesus, é o ponto de encontro entre todas as pessoas, de diferentes credos. Na oração nós nos encontramos de uma forma real e concreta. Na oração nós nos entendemos. Somos criados para a relação com o nosso Deus, num diálogo ininterrupto.
Entendemos, também, que o Movimento Ecumênico é um Movimento profético, interpelando-nos cotidianamente para sermos luz “na escuridão da noite”, pois caminha na contra mão da cultura moderna individualista e hedonista. Trata-se de um privilégio mesmo, darmos a nossa contribuição, por menor que seja, na reconstrução da Oikoumene, a nossa Terra, a nossa Casa, a única que temos. Sem unidade não poderá haver Paz e Reconciliação entre nós.
3. Diante de tantas manifestações de fé, como o CONIC-MG promove o diálogo com estas múltiplas identidades?
R – Em princípio é bom reconhecer que não ‘somos donos da verdade’. Existem várias maneiras de conceber e exprimir a fé cristã ou religiosa. Deus é imprevisível e inesgotável em suas manifestações. “O Espírito sopra onde e como quer”. Outra questão é a importância de abraçarmos a nossa identidade, sem a qual não se faz ecumenismo.
A soma das identidades promove a Unidade na diversidade, ou melhor “a diversidade reconciliada”. Trata-se de um grande desafio, porém, Deus o Pai de todos/as não nos pede coisas impossíveis. Quando se tem em mente o Projeto Maior, a Comunhão, nossa Meta, a Meta da Humanidade, vale a pena todo esforço e todo o empenho. Não podemos identificar os meios (expressões de fé cristãs/ religiosas) com o Fim que é Deus Trindade, “A melhor Comunidade”, modelo de relação amorosa autêntica para todos nós, criaturas humanas. “Não devais nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a lei” (Rm 13,8).
Em nossas Reuniões e Assembléias temos como hábito o diálogo a partir do que nos une e não do que nos divide. A riqueza de nossa fé transcende as diferenças. É um caminho longo a ser percorrido, mas como disse acima, muitas conquistas já foram alcançadas. Sobre isto temos uma rica bibliografia em documentos e livros disponíveis em nossas livrarias e editoras católicas e cristãs de outras confissões.
4. Jesus na Ceia deu exemplo de comunhão para todos os discípulos cristãos. A Santa Ceia é importante. E neste sentido inspira o Ecumenismo? Podemos afirmar que a Santa Ceia inspira o Ecumenismo, por ser exemplo de comunhão entre os discípulos?
R- A Eucaristia é o Sacramento da Unidade, fonte e ápice da vida Cristã. Significa e realiza a comunhão. Como comungar divididos? Se Comungo o Corpo de Cristo, comungo o seu Projeto, digo amém ao que Ele pediu: Para que todos sejam um.... E o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,21-23). Tanto para os católicos, como para as outras denominações pertencentes ao CONIC, a Santa Ceia é essencial no fortalecimento da fé cristã. As Igrejas integrantes do CONIC se alimentam da Santa Ceia e acreditam mesmo na presença Real do Senhor neste sacramento. Só que, para os católicos esta Presença se perpetua no Sacrário: Santíssimo Sacramento do Altar.
5. Do ponto de vista do Ecumenismo, como a senhora interpreta a conduta de líderes religiosos que pontuam equívocos nas outras religiões, para defender pontos de vista próprios das denominações
a que pertencem?
R - Todo o proselitismo não vem de Deus. Não faz parte do Ecumenismo. Não é sincero. Diálogo SIM, proselitismo, NÃO! A Semana de Oração nos pontua a necessidade de orarmos sem cessar. A Espiritualidade Ecumênica, garantida pela fé em Deus Trindade e pela Oração de Jesus, é o ponto de encontro entre todas as pessoas, de diferentes credos. Na oração nós nos encontramos de uma forma real e concreta. Na oração nós nos entendemos. Somos criados para a relação com o nosso Deus, num diálogo ininterrupto.
Todos temos necessidade de orar, independentemente da fé que abraçamos. Através da oração buscamos forças para o perdão, necessário para a cura das feridas entre as Igrejas, acumuladas ao longo dos anos.
Neste sentido as diferenças tornam-se relativas diante do essencial, que é a nossa relação profunda com a “Trindade que habita em nós”, mantendo conosco constante e efetivo diálogo. “Orar é falar de amor, com quem entende de amor” (Tereza de Ávila). E o tema deste ano, nos elucida o melhor caminho para buscarmos o testemunho visível de Unidade, segundo a Primeira Comunidade Cristã: assiduidade aos ensinamentos dos apóstolos; a comunhão fraterna (koinonia); celebração da Eucaristia (a fração do pão); e a atitude constante de oração. Não nos esqueçamos de que “o Ecumenismo é Dom do Espírito”, às Igrejas, ao Mundo.
6. Os Cristãos que buscam viver o Ecumenismo podem contribuir de forma mais intensa na edificação de um mundo melhor?
R - Tudo o que Deus quer para a humanidade é a Paz, algo que é buscado, de forma comum, por todas as Religiões. Nenhuma delas deseja a guerra, prejuízo contra a vida de milhares e milhares de pessoas vítimas de tantas atrocidades. O Cristianismo tem um papel de suma e incontestável importância nesta missão de promover a paz, que nasce de cada coração humano, tocado pelo Evangelho de Jesus Cristo. Ghandi promoveu a independência da Índia com jejum e oração.
O potencial de amor contido em cada Religião, com toda a certeza dará um contributo imenso a favor da desejada e necessária paz. Porém sem paz nas Religiões não haverá paz na Terra (Cf. Hans Kung – Projeto de Ética Mundial, Paulinas).
7. É possível dizer que a caminhada rumo ao ecumenismo segue veloz? R - Esta caminhada segue o movimento da própria história em seus avanços, estagnação e recuo. O importante á não perder de vista a UTOPIA, que para nós se chama ESPERANÇA. O Cristianismo é a Religião da Esperança, a ser vivenciada construtivamente, dinamicamente, numa ‘fidelidade criativa’. Os desafios estão aí para nos impulsionar para frente e não para trás. Hoje com tantos movimentos e grupos religiosos brotando, nascendo e crescendo de uma forma incontrolável, sentimo-nos, muitas vezes impotentes.
Porém a obra é de Deus, e como seres humanos somos responsáveis pelo cuidado desse imenso jardim, que é a oikoumene, a terra habitada, num processo continuo de ser cada vez mais habitável, mais humana, reconciliada e feliz. “Faz ecumenismo quem luta por dignidade, quem defende os direitos dos grupos empobrecidos, quem exige e promove a justa partilha dos bens (oikos-nomia), quem trabalha pela promoção do meio ambiente (oikos-logia).” Ser ecumênico é ser cristão/ã, assumindo um estilo de vida, marcado pela busca da COMUNHÃO, onde quer que estejamos, na condição na qual nós nos encontramos,independentemente de nossa fé, credo ou tradição religiosa.
6. Os Cristãos que buscam viver o Ecumenismo podem contribuir de forma mais intensa na edificação de um mundo melhor?
R - Tudo o que Deus quer para a humanidade é a Paz, algo que é buscado, de forma comum, por todas as Religiões. Nenhuma delas deseja a guerra, prejuízo contra a vida de milhares e milhares de pessoas vítimas de tantas atrocidades. O Cristianismo tem um papel de suma e incontestável importância nesta missão de promover a paz, que nasce de cada coração humano, tocado pelo Evangelho de Jesus Cristo. Ghandi promoveu a independência da Índia com jejum e oração.
O potencial de amor contido em cada Religião, com toda a certeza dará um contributo imenso a favor da desejada e necessária paz. Porém sem paz nas Religiões não haverá paz na Terra (Cf. Hans Kung – Projeto de Ética Mundial, Paulinas).
7. É possível dizer que a caminhada rumo ao ecumenismo segue veloz? R - Esta caminhada segue o movimento da própria história em seus avanços, estagnação e recuo. O importante á não perder de vista a UTOPIA, que para nós se chama ESPERANÇA. O Cristianismo é a Religião da Esperança, a ser vivenciada construtivamente, dinamicamente, numa ‘fidelidade criativa’. Os desafios estão aí para nos impulsionar para frente e não para trás. Hoje com tantos movimentos e grupos religiosos brotando, nascendo e crescendo de uma forma incontrolável, sentimo-nos, muitas vezes impotentes.
Porém a obra é de Deus, e como seres humanos somos responsáveis pelo cuidado desse imenso jardim, que é a oikoumene, a terra habitada, num processo continuo de ser cada vez mais habitável, mais humana, reconciliada e feliz. “Faz ecumenismo quem luta por dignidade, quem defende os direitos dos grupos empobrecidos, quem exige e promove a justa partilha dos bens (oikos-nomia), quem trabalha pela promoção do meio ambiente (oikos-logia).” Ser ecumênico é ser cristão/ã, assumindo um estilo de vida, marcado pela busca da COMUNHÃO, onde quer que estejamos, na condição na qual nós nos encontramos,independentemente de nossa fé, credo ou tradição religiosa.
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