quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012 - lançamento da CF será em Natal/RN

Foto: CNBB

A programação de lançamento nacional da próxima Campanha da Fraternidade (CF), cuja temática será juventude, está definida. O planejamento foi feito durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 19 de setembro, em Natal (RN). A próxima edição da CF, em 2013, celebra os 50 anos da criação da iniciativa.

Ao abrir a reunião, o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da Arquidiocese de Natal em sediar o lançamento da CF 2013. “Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo.

O assessor da CF da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Luiz Carlos lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da CNBB.

Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013;  ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.

Segundo o Padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva. Também participaram da reunião o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude, Padre Carlos Sávio Ribeiro; o bispo referencial para a juventude no Regional Nordeste 2, Dom Bernardino Marchió; o bispo referencial para Campanhas para o Regional Nordeste 2, Dom Francisco Lucena; além das coordenações de Campanhas do Regional e a coordenação arquidiocesana do Setor Juventude.

Origem da CF

A primeira Campanha foi realizada na Arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico, Dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da Arquidiocese. A comunidade rural Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do Administrador Apostólico da Arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, Dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.
 
Fonte: CNBB

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Biergarten 2012 - Evento da Instituição Beneficente Martim Lutero

Prisão ilegal de membros do CEDH-PB: CONIC pede providências

Em carta enviada ao governador da Paraíba, Ricardo Vieira Coutinho, diretoria do CONIC pede investigação sobre as irregularidades na prisão ilegal dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba, que sejam apuradas as responsabilidades derivadas da situação degradante e de maus-tratos contra os presos do PB1 e PB2, entre outras providências.

Leia a o documento na íntegra:

Ao Exmo. Sr. Governador do Estado da Paraíba
Ricardo Vieira Coutinho,

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, em face da detenção ilegal e arbitrária dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba, Pe. João Bosco Francisco do Nascimento (presidente do CEDH-PB), Guiany Campos Coutinho (membro da Pastoral Carcerária), Maria do Socorro Targino Praxedes (advogada da Fundação Margarida Maria Alves), professora Maria de Nazaré Tavares Zenaide (coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos humanos da UFPB), Valdênia Paulino Lanfranchi (advogada e ouvidora de Polícia da Paraíba) e Lídia Nóbrega (defensora pública da União) praticada pela Direção Penitenciária “Doutor Romeu Gonçalves Abrantes”, conhecida como PB1 e PB2 e por policiais militares, ocorrida em 28 de agosto de 2012, vem diante da gravidade dos fatos e com base no bem fundamentado relatório de visita elaborado pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba sobre a situação dos apenados na Penitenciária de Segurança Máxima, solicitar:

1) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas da situação degradante e de maus-tratos contra os presos, conforme relatado no mencionado relatório e atestados nos registros fotográficos realizados por ocasião da visita do Conselho (CLIQUE AQUI para ler o relatório);

2) Que o Estado da Paraíba proceda a abertura de procedimentos administrativo disciplinar em face de todos os agentes públicos envolvidos, por ação ou omissão, na manutenção da prisão ilegal dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba;

3) Que o Estado da Paraíba determine o afastamento imediato do capitão Sérgio Fonseca de Souza da direção do estabelecimento Penitenciário PB1 até a conclusão da apuração dos ilícitos praticados;

4) Que o Estado da Paraíba apure a situação do preso Luis Carlos Nascimento dos Santos, prestando esclarecimentos públicos e formais sobre a eventual negligência do Estado na manutenção da saúde e vida deste apenado;

5) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas do ilegal condicionamento da entrada do DEDH à prévia autorização da visita, o que inviabiliza qualquer espécie de monitoramento independentemente do sistema carcerário e afronta às prerrogativas do Conselho;

6) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas dos atos de tortura e maus-tratos contra os presos relatados pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos;

7) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas dos atos de cárcere privado, constrangimento ilegal e abuso de autoridade praticados pelos agentes públicos envolvidos na situação contra os conselheiros de direitos humanos da Paraíba.

Lembramos que a situação vivida pelos presos e relatada pelos Conselheiros fere tanto a dignidades dos presos, quanto as convenções internacionais sobre o tratamento que deve ser dado aos prisioneiros. Fere também o artigo 5. Da Constituição Federativa do Brasil que afirma, em seu parágrafo III que “ninguém será submetido a tortura e nem a tratamento desumano ou degradante”.

Atenciosamente,

              Dom Manoel João Francisco
              Presidente do CONIC

              Pa. Romi Márcia Bencke
              Secretária Geral do CONIC

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Comunidades de todo o país participam do Grito dos Excluídos 2012

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo. È um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais  comprometidos com as causas dos excluídos.

Trata-se de uma mobilização dos movimentos sociais, com o apoio da Igreja no Brasil, que visa denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social.

A manifestação deseja tornar público, nas ruas do país, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome, além de propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos – e se estendem por todo o território nacional.

Em 2012, o tema do Grito é “Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!”, em sintonia com a 5ª Semana Social Brasileira.
Fonte: CNBB