quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Culto da Reforma reúne IECLB e IELB - SBB lança Bíblia Sagrada com reflexões de Martim Lutero



Rumo aos 500 anos da Reforma, a serem comemorados em 2017, o culto pela celebração da Reforma, realizado no dia 31 de outubro de 2012, quarta-feira, na Igreja da Reconciliação, Paróquia Matriz da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), teve a liturgia conduzida pela IECLB e pela Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).

Os celebrantes foram P. Werner Kiefer e Laura Propp Arend (IECLB) e P. Rubens José Ogg, P. Edgar Lemke e Miriam Raquel Strelhow (IELB). A prédica ficou a cargo do P. Rudi Zimmer, que destacou a importância, para Lutero e para os dias de hoje, da máxima “O justo viverá por fé”. A Lutero, a Escritura lhe pareceu totalmente diferente após esta descoberta. Entender que “O justo viverá por fé” chama e capacita em favor do seu semelhante, afirmou o P. Rudi Zimmer.

No culto, Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), representada pelo P. Rudi Zimmer, Diretor Executivo da Sociedade Bíblica do Brasil e Presidente da Diretoria Mundial das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), lançou, junto ao grande público a uma edição especial da Bíblia Sagrada, que traz cerca de 900 reflexões de Martim Lutero.


O Teólogo João Artur Müller da Silva, Presidente da Comissão Interluterana de Literatura (CIL), Vogal da Assembleia Administrativa da Sociedade Bíblica do Brasil (2012-2015) e Gerente Editorial da Editora Sinodal (IECLB), discorreu sobre o projeto corajoso e ousado empreendido para a publicação desta edição especial da Bíblia com os comentários de Martim Lutero. “Foi um processo bastante trabalhoso e que exigiu uma criteriosa pesquisa. Aproveito para registrar a dedicação do P. Ms. Osmar Witt e do P. Dr. Vanderlei Defreyn, os Editores que selecionaram os textos de Martim Lutero inseridos nesta edição especial da Bíblia Sagrada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil”, mencionou o Teólogo, compartilhando que “A Comissão Interluterana de Literatura, a CIL, foi convidada pela SBB, alguns anos atrás, para ser parceira neste projeto audacioso. A CIL cedeu gratuitamente os direitos de uso da tradução dos textos de Martim Lutero publicados no devocionário Castelo Forte de 1983, no livro “Pelo Evangelho de Cristo” e nos volumes de “Martinho Lutero - Obras Selecionadas”. Para a CIL, é motivo de grande alegria ver concluída esta obra, que foi preparada com tanto zelo para oferecer ao público leitor brasileiro algumas reflexões de Lutero, patrimônio da cristandade. Com a publicação da Bíblia Sagrada com Reflexões de Lutero, estamos contribuindo para a difusão do testemunho deste servo do Senhor, que, quase 500 anos depois da Reforma, conserva atualidade, ensinamentos e orientação para as pessoas cristãs de hoje”. Para o Presidente da CIL, esta edição especial da Bíblia é uma oportunidade para que os leitores tenham acesso ao significado do Evangelho para o testemunho e a fé cristã e para que estes encontrem, na Palavra, orientação, apoio, consolo e coragem para viver a cristandade nos dias de hoje.

Na sua fala, o P. Rudi Zimmer comemorou o que chamou de “a realização de um sonho”. Na sequência, explanou sobre as principais características da edição especial da Bíblia, que o leitor pode conferir logo abaixo, e frisou “Após lermos esta Bíblia, seremos melhores luteranos e, consequentemente, daremos melhor testemunho. É um privilégio estar aqui, hoje, lançando esta Bíblia junto com vocês, não somente luteranos, pois Lutero transcende. Que sempre possamos estar reunidos, IECLB e IELB, para celebrar. Estamos muito felizes!”.

A Direção Musical do culto, que contou com a apresentação de grande coral e banda, foi executada por Delmar Dickel, Abner Elpino Campos e Louis Marcelo Illenseer 

As ofertas deste culto foram destinadas aos trabalhos realizados pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

Recursos da edição especial da Bíblia Sagrada com reflexões de Martim Lutero
- Texto bíblico: Almeida Revista e Atualizada, impresso em preto
- Cerca de 900 reflexões de Martim Lutero
- Texto dos auxílios impresso em uma segunda cor (marrom)
- Notas textuais e referências cruzadas
- Prefácio ao Antigo Testamento
- Prefácio ao Novo Testamento
- Apêndices:
                    Prédicas semanais sobre Mateus 5-7 (Prefácio)
                    O capítulo 15 da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios (Prefácio)
                    Comentário da Epístola aos Gálatas (Prefácio)
                    Breve instrução sobre o que se deve procurar nos Evangelhos e esperar deles
                    Seleção de hinos compostos por Martinho Lutero
                    Catecismo Menor para os pastores e pregadores indoutos
                    Biografia resumida de Martim Lutero
                    Glossário
                    Índice remissivo

Os textos de Martim Lutero foram selecionados por estudiosos especialistas no acervo de escritos deixados pelo Teólogo, que, há alguns anos, estão sendo traduzidos e disponibilizados também em Língua Portuguesa.

Com texto bíblico na tradução de Almeida, Revista e Atualizada, a obra está voltada para a compreensão histórica e exegética dos textos bíblicos ou, ainda, para uma orientação pastoral e prática.

Para a publicação, foram escolhidas reflexões que estivessem relacionadas ao texto bíblico, a partir de obras de Lutero publicadas em Língua Portuguesa pela Comissão Interluterana de Literatura (CIL), instituição formada por representantes da IECLB e da IELB.

Hoje, o reconhecimento da contribuição de Lutero para a caminhada do cristianismo é universal. A obra de Lutero é citada por Escritores de praticamente todas as correntes cristãs. Com esta Bíblia, a Sociedade Bíblica do Brasil oferece às Igrejas um recurso para o aprofundamento no estudo da Palavra de Deus e para a promoção da sua obra.

Única no mundo, a Bíblia Sagrada com Reflexões de Lutero oferece recursos que contribuem para a pregação do Evangelho e a edificação da Igreja cristã.

Fonte: Portal Luteranos

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Culto da Reforma - 28/10/2012 - Segunda Igreja Presbiteriana



No dia 31 de outubro próximo celebra-se 495 anos da Reforma Protestante, Um movimento que aconteceu no século XVI, iniciado por Martinho Lutero, que não se conformou com o caminho que a igreja cristã de então tomara, enfrentando seus próprios pecados e disposto a promover um repensar, resolveu sugerir mudanças para a igreja que se corrompera, e, ainda hoje, recebemos influências e transformações advindas desse movimento que denominamos “Reforma Protestante” que colocou a Bíblia nas mãos do povo e estabeleceu muitas verdades fundamentais para nossa vivência cristã.

No próximo domingo, dia 28/10, celebraremos esta importante data histórica de nossa cristandade. Na ocasião do Culto Matutino, às 10h30m, refletiremos sobre os fundamentos da Reforma e receberemos novos irmãos e irmãs por batismo e por profissão de fé.

À noite, às 19h, acontecerá um Culto Especial onde receberemos o Presbitério Erasmo Braga e nossas igrejas irmãs: A Igreja Presbiteriana Unida do Bairro Goiânia, a Igreja Presbiteriana Unida Emaús, a Igreja Presbiteriana Independente de Belo Horizonte e a Igreja Anglicana – Diocese do Recife para celebrarmos a Deus por este momento tão marcante de nossa história. Todos estão convidados para esta grande festa.

Programem-se e participem!

domingo, 21 de outubro de 2012

"Dominai a terra!" - Johan Konings, DJC 20/12/2012

Ouve-se, por vezes, uma crítica à tradição judaica e cristã, acusando-a de ter incentivado a „conquista da natureza‟ ou do planeta Terra, resultando nas trágicas consequências que hoje percebemos. O sinal verde para essa fatídica conquista teria sido a frase de Gênesis 1,28:

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra, e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

Estas palavras, "multiplicai-vos, enchei a terra, sujeitai-a [ou: subjugai-a] e dominai..." teriam induzido a um „geocídio‟, um atentado mortal contra a Terra
enquanto habitat humano. Não um atentado contra o planeta como tal, no sentido de fazer a Terra desaparecer do mapa. Por enquanto, pelo menos, trata-se „apenas‟ da Terra como ambiente vital do ser humano e dos outros seres vivos (embora não se saiba exatamente onde está a fronteira entre vida e não vida).

De acordo com essas críticas, a tradição judaica e cristã teria entendido que Deus confiou a terra em franquia ao ser humano: "E o SENHOR Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para o cultivar e o guardar" (Gn 2,15) – com as consequências desastrosas que hoje constatamos. E o pior é que, depois do dilúvio, Deus mandou a humanidade recomeçar e se multiplicar: "E vós, frutificai, e multiplicai-vos, aumentai na terra e multiplicai-vos nela" (Gn 9,7).

I

Quero, primeiro, levantar a questão de saber se é a Bíblia que causou essa atitude dominadora, ou se foi a compreensão interesseira da humanidade – não só no âmbito judaico e cristão – que levou a isso. Percorramos os textos:

Gn 1:26-31 26
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. 29 E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. 30 E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez. 31 Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.

Este texto, que descreve o acabamento da obra da criação (Gn 1,1-31), é a penúltima estrofe do hino de abertura que culminará na instauração do sabá – mensagem principal do hino (Gn 2,1-3).

Aprofundemos: Genesis 1 tem como sobrescrito: "No princípio, Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1a). Depois da criação (ou mútua separação) das criaturas, ressoa, em tom de corte celestial (no plural): "Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança" (Gn 1,26). Deus cria um ser que tem prerrogativas semelhantes às dele e dos celestiais: o ser humano, homem e mulher:

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gn 1,27).

O homem é imagem simbólica de Deus (
tselem, não pesel, ídolo!). E "segundo sua semelhança" (demut) significa que ele está para as criaturas como o próprio Deus, pelo menos para aquelas criaturas que Deus confia a sua responsabilidade, conforme o dito do Salmo 115,16: "Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, Ele a deu aos filhos dos homens".

A consciência dessa dignidade encontra-se, sob outra forma, na "história" (as
toledot) da criação do ser humano, Gn 2,4–3,24 (texto que parece ter sido composto antes do hino de abertura em Gênesis 1, mas isso não vem ao caso aqui).

Gn 2,4-5
Esta é a história dos céus e da terra quando foram criados. No dia em que o SENHOR Deus criou os céus e a terra, 5 não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo.

Gn 2,7
Então, formou o SENHOR Deus ao homem, do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.

Gn 2,15
Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

O Salmo 8 exprime isso com maior ênfase:

3
Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,
e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4
que é o homem, que dele te lembres,
e o filho do homem, que o visites?
5
Fizeste-o, no entanto, pouco menor que Deus [ou: que os celestiais/os divinos]
e de glória e de honra o coroaste.
6
Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão
e sob seus pés tudo lhe puseste:
7
ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;
8
as aves do céu, e os peixes do mar,
e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9
Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico, em toda a terra, é o teu nome!

A consciência bíblica não denota, nem conota, arbitrariedade tirânica alguma quanto ao domínio confiado ao ser humano sobre a terra e o que a enche. A impressão que se tem, ao ler o texto, é a de dignidade e responsabilidade. Mas, já no capítulo seguinte, Gênesis 3, o texto mostra que o ser humano não correspondeu ao que Deus lhe confiou.

O ser humano não respeitou sua própria condição de pessoa de confiança de Deus, querendo para si a única coisa que Deus lhe interditou, o objeto simbólico que é chamado de árvore do conhecimento do bem e do mal. Uma vez que o ser humano não respeita isso, sua vocação de supervisor do jardim se transforma na situação do lavrador de uma terra ingrata, e sua missão de multiplicar-se, em dores de parto. Ou seja, não é por causa do mandamento de Deus, mas por causa de não respeitar a Deus que o ser humano, originalmente em harmonia com a terra,
adam de adamah, começa a ter com a mesma uma relação negativa. Mas quanto ao mandamento em si, este está de acordo com a Sabedoria eterna que se exprime na ideia de "Criador dos céus e da terra" (Gn 1,1) e que é poeticamente evocado em Provérbios 8,30:

Eu estava com Ele e era seu confidente, dia após dia, eu era as suas delícias, brincando perante Ele em todo o tempo;
31 regozijando-me no mundo de sua terra e deliciando-me com os filhos dos homens.

Por isso, as obras da criação são contempladas com satisfação: "Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom" (Gn 1,31) – inclusive a criação do ser humano e o mandato a ele confiado.

Honestamente, não creio que desses textos se possa derivar a acusação de geocídio. Antes pelo contrário: Deus ensina ao ser humano a se dar bem com a terra. A imagem do jardineiro, em Gn 2,5, fala claramente neste sentido. Qual o jardineiro que ponha a perder o jardim? Impensável, pelo menos se for jardineiro fiel...

E quanto ao "subjugar e dominar" sobre a terra e os seres orgânicos que nela há, a língua hebraica não tinha muitos termos à disposição para expressar a noção de domínio – certamente não os termos democráticos que nós, hoje, consideramos politicamente corretos! O texto hebraico quer expressar que a organização da terra, para fornecer ao ser humano habitat e alimento, conta com a bênção de Deus. Tal domínio – antes que dominação no nosso sentido – não é um mal. Custa, sim, algum esforço. Daí o termo "sujeitar, subjugar", como se faz com um adversário, mas é claro que a terra não é uma inimiga e sim, o
tevel, o globo firmemente edificado que é confiado ao ser humano para ali viver.

Não se deve atribuir a culpa do geocídio a alguns versículos bíblicos. A culpa está no modo de desenvolvimento do domínio humano, que revela a desmesura da imagem que o ser humano tem de si, esquecendo a que Deus lhe imprimiu. Em vez de se ver como imagem e semelhança do Deus criador, que fez tudo bem feito e do ser humano o gerente de sua criação (Gn 1,26), o ser humano se considera dono absoluto e sem limites. Esquece que ele é a obra prima (aliás, o coroamento) da criação, chamado a ser o vice (o
tselem kidemut) do Criador.

Ora, não podemos negar que o homem europeu ocidental exerceu o seu mandato de vice com muita voracidade. Decerto, o homem ocidental está ligado às tradições bíblicas, mas isso não quer dizer que tudo o que ele fez, e faz, vem dessas tradições... 

Na lógica existe uma regra: "
cum hoc, non propter hoc" (coincidentemente, mas não por causa disso). É verdade que os antigos gregos e os árabes e judeus da Idade Média sabiam muitas coisas, que, porém, só na Modernidade foram transformadas na tecnologia que depois tomou ares de conquista da Terra, com as consequências que nestes últimos anos estão sendo percebidas como fatais. E certas civilizações não europeias as estão adotando com muito apetite! Constatamos o sintoma do desenvolvimento incontrolado, que, na medicina, chama-se câncer, e esse sintoma não apareceu nos tempos bíblicos, mas na Modernidade...

Tenho, porém, outra suspeita, não em relação à Bíblia, mas em relação à mentalidade dualista ou platônica no modo de ler a Bíblia e de interpretar a escatologia. Parece-me que, para o dualismo, a terra e o cosmo, por serem passageiros, no fundo não valem nada. Isso é uma visão errada não só da criação, mas também da escatologia. Se se espera novo céu e nova terra, como dizem as Escrituras (Is 51,16; 65,17.22; 2Pd 3,13; Ap 21,1-2), para que nos preocupar com os presentes céus e terra? Em algumas regiões, especialmente nos Estados Unidos, existe a opinião inconfessa de que nosso planeta é descartável e de que devemos conquistar outros espaços. Nada contra a exploração do espaço, também eu preferiria a importação de metais preciosos do espaço em vez da destruição do nosso meio ambiente. Isto, porém, porque acho esta terra valiosa demais e quero conservá-la, não lançá-la ao lixo!

Certo pessimismo em torno da natureza humana, e de tudo, pode provocar no ser humano uma irresponsabilidade destruidora, sobretudo se alguma filosofia sustenta isso. Estou falando do dualismo. Platão teve a infelicidade de não explicar o suficiente que o mito da caverna era só um exemplo escolar. Se as coisas que vemos são apenas sombra da realidade verdadeira – expressão que penetrou até na Carta aos Hebreus (Hb 8,5) –, para que preocupar-se com elas? Não será melhor desprezar esta vida, bem como o mundo no qual, envoltos em sofrimento, a aguentamos? Não é preferível procurar coisa melhor? E esta coisa melhor, no pensamento platônico, não são novos céus e nova terra, mas a imaterialidade da alma imortal.

A Idade Média fomentou amplamente esse pensamento. Desculpem a irreverência, mas, em vez de discutirem teologia, os medievais poderiam ter estudado os ratos e as pulgas e evitado a peste negra, que matou um terço da população europeia no século XIV. Não foi por nada que Marx tentou inverter o idealismo de Hegel e ensinou a olhar para a matéria.

Contudo, o espiritualismo ou fuga do mundo não foi a única coisa que os medievais nos deixaram. Foram exatamente os medievais mais religiosos, os monges, que ensinaram a cultivar a terra sem destruí-la, deixando cada ano descansar, rotativamente, um terço do terreno (mais, portanto, que os sábados da terra na Lei de Moisés!). Foram os monges que ensinaram a replantar os bosques destruídos, para que não acontecesse o que aconteceu com as regiões que uma vez foram os celeiros do Império romano: a Sicília, a África do Norte, hoje desertificadas (certamente não por causa das religiões bíblicas). E foi o mais desprendido dos santos, Francisco de Assis, que cantou o Cântico das Criaturas:

Laudato si‟, mi‟ Signore, per sora nostra matre terra,
la quale ne sustenta et governa,
et produce diversi fructi con coloriti flori et herba [...]
Laudate et benedicete mi‟ Signore' et ringratiate
et serviateli cum grande humilitate.

Então, não vamos acusar a tradição bíblica. Devemos, sim, reconhecer que, por um lado, foi preterida a visão bíblica do domínio senhorial e sapiencial, ou jardineiresco, da criação; e, por outro, que a escatologia, que é o sonho do tempo novo, foi interpretada como desprezo do presente.

Que significaria então o sonho do tempo novo? Essencialmente, que há algo errado no tempo presente. É o gênero literário da utopia. Basta ler a utopia de Tomás Morus para perceber o seguinte: o que mais interessa não é o projeto fantasioso do futuro, mas a crítica sub-reptícia do que está aí, a Inglaterra de Henrique VIII – o contrário do ideal projetado. (O grande erro dos utopistas menos sábios que Morus é querer que sua utopia seja realidade.)

Creio que devemos entender o gênero literário escatológico neste sentido: projeta-se aquilo que há de vir para avaliar melhor o que está aí. O profeta anuncia novos céus e nova terra para dizer que a realidade presente – o reinado decadente de Judá, o exílio babilônico – está passando e cede lugar àquilo que Deus, não Nabucodonosor, realiza.

É, portanto, uma nova criação, ou melhor, a nova realização da criação de sempre, que Deus em sua sabedoria concebeu.

A interpretação negativa do atual mundo encontra alimento no gênero apocalíptico, que costuma anunciar alguma destruição geral antes do „desenlace feliz‟. Aí também há um erro de interpretação: o que deve ser destruído não é a criação como tal, mas o que nela, e sobretudo na história humana, existe de ruim. A utopia escatológica é, antes, a verdadeira realização da „submissão‟ da criação ao ser humano, na paz messiânica:

Is 11,6-9 6
O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. 7 A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. 8 A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e a desmamada meterá a mão na cova do basilisco. 9 Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.

Tanto pelo lado do início como pelo lado do fim, a presença humana na criação deve ser considerada como a missão de tomar conta da terra e de suas criaturas, numa perspectiva de
shalom, de bem-estar, o que exclui todo desperdício e irresponsabilidade. A irresponsabilidade –"foi a serpente!"– induz à transgressão do plano de Deus, sendo a causa de todos os males.

Mas isso não resolve o problema ecológico, que a Bíblia não conhecia como tal, nos termos de hoje. A Bíblia apenas nos ensina a encarar a criação com a sabedoria que Deus nos deu e que faz de nos "sua imagem, segundo sua semelhança".


II

Por isso convido para um segundo momento em nossa meditação: como entender positivamente o encargo que Deus confiou a seu vice, o ser humano?
Nesta nova meditação estarão centrais a sabedoria e a esperança. A Bíblia, nos livros dos Salmos, dos Provérbios e de Jó, no deuterocanônico Sirácida e no próprio Gênesis –"Deus viu que era muito bom"– exprime a convicção de que a sabedoria de Deus se manifesta na obra da criação. Se esta obra é parcialmente confiada ao ser humano, e este, no contexto do domínio sobre a criação (Gn 1,26-28), é descrito como "imagem segundo a semelhança" de Deus, podemos com muita plausibilidade supor que essa semelhança sugere a sabedoria humana como participação na sabedoria de Deus.

Aqui cabe uma menção a uma interpretação discutível do fruto do paraíso. Há quem interprete esse fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal como a coragem do ser humano de conquistar a lucidez à custa da inocência e até da imortalidade. Tal interpretação não leva em consideração que o assim chamado pecado de Adão é o início de uma série de transgressões que tornam a situação do gênero humano cada vez mais trágica, até que Deus decide a grande limpeza que é o dilúvio. A aliança com Noé em Gênesis 9 pode então ser interpretada como aliança com uma humanidade pecadora, a qual, apesar disso, não será exterminada por Deus, como vemos também no episódio da aliança mosaica e do bezerro de ouro. Eu insisto nisso para sublinhar que o homem bíblico não é um iluminado da Modernidade, nem um humano superior como sonhava Nietzsche, mas um pecador que, mediante o arrependimento, pode ter acesso ao perdão ou propiciação/expiação, razão pela qual a propiciação ocupa tamanho espaço nas Escrituras de Israel e também na obra de Jesus Cristo, no Novo Testamento.

Em vez de desculpar o homem moderno será melhor perguntar se ele cumpre fielmente o encargo que Deus lhe confiou. A questão é delicada. De repente estamos com 10 bilhões num espaço que na minha infância só precisava abrigar 2 bilhões... A sobreexploração de nosso habitat humano parece algo inevitável. Mas olhemos bem. Quanto desperdício! Não vou analisá-lo, basta abrir os olhos e ler os noticiários. Os economistas liberais vão responder que o desperdício é o preço do progresso, do dinamismo, da inovação; que a industria capitalista é menos perdulária e poluidora que a antiga economia quase monástica da ex-União Soviética etc. A meu ver, em ambas há muita irracionalidade, falta de sabedoria e de humildade. A humanidade não encontrou a equação entre seu crescimento, provocada em grande parte pela melhoria das condições de vida, limitação das catástrofes naturais e bélicas etc., e, por outro lado, o „domínio‟ da criação que lhe foi confiado.

Os ecologistas radicais negarão o dado bíblico de que a criação foi confiada em domínio ao ser humano. Há quem queira que o ser humano não valha mais que um inseto ou uma planta. Mas, pelo que eu saiba, só o ser humano tem suficiente massa cinzenta para dizer isso... No meu entender, a Bíblia supõe a percepção comum de ver na natureza a "província" do ser humano, seu domínio de exploração, e isso significa limitação de outras forças naturais. Darwin descreveu a natureza como um
struggle for life em todos os níveis, e casualmente coincidiu com a visão de Marx sobre a sociedade... Certos povos pedem perdão à árvore que vão abater, mas a abatem...

Ora, o que a visão bíblica acrescenta a essa visão comum é que a presença do ser humano no
struggle for life está submissa a uma instrução de Deus, uma torah. A própria maça do paraíso é expressão do limite que Deus põe (ou significa) para a arbitrariedade humana. O contrário da arbitrariedade é a sabedoria, a ordem de origem transcendente que a razão humana reconhece e, em nome de sua própria humanidade, tem de respeitar. O foco da Bíblia se dirige sobre o mundo humano. Se quiserem chamar a Bíblia de palavra de Deus, é palavra de Deus para o ser humano. Se a "natureza em si" sofre, morre ou sobrevive, isso fica fora de nossa perspectiva. Como se diz: a natureza não morre, apenas se vinga se a gente não a trata bem. Pois bem, minha impressão é de que a visão bíblica nos ensina a tratar bem a natureza em função da criação humana, coroa da criação – segundo a Bíblia. Aliás, não sei se fora desse horizonte o termo "criação" tem sentido.

Então, o encargo do vice de Deus na natureza é administrá-la com sabedoria e responsabilidade, responsabilidade diante do criador da natureza que é destinada ao ser humano. No fundo, trata-se de poupar a natureza para poupar o próprio ser humano. Mas não é isso que está acontecendo.

E agora quero evocar a outra dimensão que mencionei: a esperança. A sabedoria criacional é proto ou arqueológica, estabelece seu ponto de vista no início, na
arkhé. A esperança é escatológica, ou teleológica, procura ver desde o destino, o fim, o telos. Será que o ser humano vai conseguir encontrar a equação entre o caos e o cosmo, entre a irracional cadeia destruidora e reestruturadora da „natureza pura‟ do struggle for life e a „ordem‟ instruída - torah - por Deus como encargo de confiança a seu „vice‟ humano?

Minha intuição é de que essa teleologia é utópica: algo que sempre se deve tentar, um
conatus, mesmo sem ver a coroa do êxito (que talvez seja o sétimo dia criação, o repouso, o sabá). Assim como a saúde ou a limpeza do banho exige sempre recomeçar... Não podemos desistir do conatus. O abismo fatal não é o não alcançar, mas o desistir. É na esperança que reside nossa dignidade. É esta a mensagem que vejo na tradição que se reflete nos textos bíblicos. Resta-nos levarmos adiante nossas tentativas, com o máximo de racionalidade, e também com o reconhecimento de nossos erros e com muita fé, amor e esperança. Além de uma boa dose de mística:

Sl 104: 1
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR!
SENHOR, meu Deus, muito grande és tu,
vestido de glória e majestade,
2
coberto de luz como de um manto.
Estendes o céu como um véu,
3
nas águas pões o fundamento da tua morada,
tomas as nuvens por teu carro
e voas nas asas do vento. [...]
10
Tu fazes rebentar fontes no vale,
e as águas correm entre os montes;
11
dão de beber a todos os animais selvagens;
os onagros matam a sua sede.
12
Junto delas pousam as aves do céu
e, por entre a ramagem, recitam seu canto.
13
Do alto de tua morada, regas os montes;
a terra se farta do fruto de tuas obras.
14
Fazes crescer a relva para os animais
e as plantas a serviço do homem,
para que da terra tire o seu pão,
15
o vinho, que alegra o coração do homem,
o azeite, que lhe dá brilho ao rosto,
e o alimento, que lhe sustém as forças.

domingo, 7 de outubro de 2012

SOCIEDADE E POLICIAIS PEDEM SOCORRO!!!

Não estamos aqui defendendo "o braço armado do Estado", policiais corruptos e violentos, que batem em trabalhadores e matam pessoas inocentes - maus policiais (que devem ser expurgados do serviço público, para não contaminar os demais.

Também não estamos defendendo os "bandidos", aqueles que entram em nossas casas, estrupam as crianças, os jovens, as mulheres e idosas; que nos roubam, que matam sem qualquer compaixão, que distribuem drogas aos nossos filhos e os aliciam para a criminalidade...

O que desejamos, com este Ato Ecumênico, é chamar a atenção da Sociedade e do Poder Público para a violência crescente e fora de controle no Estado de São Paulo, onde mães e famílias inteiras vivem clamando por justiça pela morte (ou desaparecimento) de seus filhos, onde policiais estão sendo barbaramente executados pelo crime organizado, quase que diariamente, sem que o Estado tome uma atitude contra toda estes assassinatos.

A SOCIEDADE E OS POLICIAIS
 PEDEM SOCORRO!!!

Mobilizem seus amigos... Vamos ocupar a Praça da Sé, em São Paulo, e fazer deste Ato Ecumênico um marco da Luta pela PAZ e contra a Impunidade... Participem e Compartilhem esta Iniciativa nas Redes Sociais, em prol da Vida e pelo Fim da Violência...

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012 - lançamento da CF será em Natal/RN

Foto: CNBB

A programação de lançamento nacional da próxima Campanha da Fraternidade (CF), cuja temática será juventude, está definida. O planejamento foi feito durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 19 de setembro, em Natal (RN). A próxima edição da CF, em 2013, celebra os 50 anos da criação da iniciativa.

Ao abrir a reunião, o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da Arquidiocese de Natal em sediar o lançamento da CF 2013. “Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo.

O assessor da CF da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Luiz Carlos lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da CNBB.

Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013;  ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.

Segundo o Padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva. Também participaram da reunião o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude, Padre Carlos Sávio Ribeiro; o bispo referencial para a juventude no Regional Nordeste 2, Dom Bernardino Marchió; o bispo referencial para Campanhas para o Regional Nordeste 2, Dom Francisco Lucena; além das coordenações de Campanhas do Regional e a coordenação arquidiocesana do Setor Juventude.

Origem da CF

A primeira Campanha foi realizada na Arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico, Dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da Arquidiocese. A comunidade rural Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do Administrador Apostólico da Arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, Dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.
 
Fonte: CNBB

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Biergarten 2012 - Evento da Instituição Beneficente Martim Lutero

Prisão ilegal de membros do CEDH-PB: CONIC pede providências

Em carta enviada ao governador da Paraíba, Ricardo Vieira Coutinho, diretoria do CONIC pede investigação sobre as irregularidades na prisão ilegal dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba, que sejam apuradas as responsabilidades derivadas da situação degradante e de maus-tratos contra os presos do PB1 e PB2, entre outras providências.

Leia a o documento na íntegra:

Ao Exmo. Sr. Governador do Estado da Paraíba
Ricardo Vieira Coutinho,

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, em face da detenção ilegal e arbitrária dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba, Pe. João Bosco Francisco do Nascimento (presidente do CEDH-PB), Guiany Campos Coutinho (membro da Pastoral Carcerária), Maria do Socorro Targino Praxedes (advogada da Fundação Margarida Maria Alves), professora Maria de Nazaré Tavares Zenaide (coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos humanos da UFPB), Valdênia Paulino Lanfranchi (advogada e ouvidora de Polícia da Paraíba) e Lídia Nóbrega (defensora pública da União) praticada pela Direção Penitenciária “Doutor Romeu Gonçalves Abrantes”, conhecida como PB1 e PB2 e por policiais militares, ocorrida em 28 de agosto de 2012, vem diante da gravidade dos fatos e com base no bem fundamentado relatório de visita elaborado pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba sobre a situação dos apenados na Penitenciária de Segurança Máxima, solicitar:

1) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas da situação degradante e de maus-tratos contra os presos, conforme relatado no mencionado relatório e atestados nos registros fotográficos realizados por ocasião da visita do Conselho (CLIQUE AQUI para ler o relatório);

2) Que o Estado da Paraíba proceda a abertura de procedimentos administrativo disciplinar em face de todos os agentes públicos envolvidos, por ação ou omissão, na manutenção da prisão ilegal dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba;

3) Que o Estado da Paraíba determine o afastamento imediato do capitão Sérgio Fonseca de Souza da direção do estabelecimento Penitenciário PB1 até a conclusão da apuração dos ilícitos praticados;

4) Que o Estado da Paraíba apure a situação do preso Luis Carlos Nascimento dos Santos, prestando esclarecimentos públicos e formais sobre a eventual negligência do Estado na manutenção da saúde e vida deste apenado;

5) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas do ilegal condicionamento da entrada do DEDH à prévia autorização da visita, o que inviabiliza qualquer espécie de monitoramento independentemente do sistema carcerário e afronta às prerrogativas do Conselho;

6) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas dos atos de tortura e maus-tratos contra os presos relatados pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos;

7) Que o Ministério Público Estadual apure as responsabilidades derivadas dos atos de cárcere privado, constrangimento ilegal e abuso de autoridade praticados pelos agentes públicos envolvidos na situação contra os conselheiros de direitos humanos da Paraíba.

Lembramos que a situação vivida pelos presos e relatada pelos Conselheiros fere tanto a dignidades dos presos, quanto as convenções internacionais sobre o tratamento que deve ser dado aos prisioneiros. Fere também o artigo 5. Da Constituição Federativa do Brasil que afirma, em seu parágrafo III que “ninguém será submetido a tortura e nem a tratamento desumano ou degradante”.

Atenciosamente,

              Dom Manoel João Francisco
              Presidente do CONIC

              Pa. Romi Márcia Bencke
              Secretária Geral do CONIC

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Comunidades de todo o país participam do Grito dos Excluídos 2012

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo. È um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais  comprometidos com as causas dos excluídos.

Trata-se de uma mobilização dos movimentos sociais, com o apoio da Igreja no Brasil, que visa denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social.

A manifestação deseja tornar público, nas ruas do país, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome, além de propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos – e se estendem por todo o território nacional.

Em 2012, o tema do Grito é “Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!”, em sintonia com a 5ª Semana Social Brasileira.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Grito dos Excluídos - Reta Final na Preparação!

Vamos lá!

Pedimos ajuda na divulgação das páginas do Facebook:

https://www.facebook.com/GritoDosExcluidosBh

Evento:

https://www.facebook.com/events/461430483887683/


Próxima reunião: 03/09/12, segunda - feira, 15h no Vicariato Episcopal para a Ação Social (Rua Além Paraíba, 208 – Lagoinha – BH).



Relatoria 8ª Reunião de Preparação do Grito dos Excluídos 2012


“Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população”


Última reunião

Data: 27/08/2012
Local: Vicariato Episcopal para a Ação Social

Encaminhamentos anteriores:

Criação do símbolo comum: A proposta enviada será trabalhada e enviada quando estiver finalizada.

Sindimetro está providenciando panfletos e camisetas abordando a questão das PPPs e Terceirizações.

Confecção de faixas: Cada entidade providenciará as suas. Não houve reunião posterior dos grupos das oficinas do seminário.

Confecção de faixa comum: Mandaremos confeccionar esta semana uma faixa com o tema do grito “Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta direitos a toda população”. O recurso será das doações que conseguimos.

Documento: O documento foi esboçado, e a comissão fará as alterações. Foi pedido para se acrescentar as ocupações e o déficit de moradias; a greve dos servidores e professores federais; agrotóxicos; questões ambientais; falta de políticas públicas para o tratamento de drogas; questão carcerária; Violência, sobretudo a de gênero; criminalização da pobreza.
Pediu-se ainda para dar ênfase nos altos custos das taxas de serviços e no parágrafo de transporte enfatizar o metrô e o Anel Rodoviário.

Mobilização: Foram criadas a página e evento no Facebook.
Foi enviado e-mail com spot e release do grito para a lista de e-mails além de divulgado para as mídias que temos contatos.

Quem tiver contato com algum jornal de bairro, rádio comunitária, etc, ajudará na divulgação.

Coletiva de imprensa: O Sindicato dos Jornalistas está reservado, porém, Dom Mol não terá disponibilidade, tentaremos novamente ressaltando a importância de sua fala. Caso ainda assim ele não tenha nenhuma disponibilidade, convidaremos Dom Luiz
Programação do dia: Serão convidados para fazer animação do carro de som, Reginaldo e Coelho, e Liliam, Kika e Sofia.

Concentração 8h da manhã na Praça da Estação, com músicas, chamada dos movimentos e organizações presentes.
Mística por volta das 9h – ainda a ser fechada.
Introdução – O que é o grito.
Abertura para fala dos movimentos e pastorais Sociais.
A cada 300 metros haverá fala das oficinas do seminário.
Praça da Rodoviária – Um gesto (mística) na praça + falas das centrais sindicais.
Praça 7 – Abertura das falas ao público.

Precisamos de 2 pessoas para ajudar no controle da entrada no carro de som, já que há um limite de pessoas.

Discutiu-se a possibilidade de abertura de fala para os candidatos presentes. Definiu-se que esta abertura não aconteceria, pois o momento é de dar visibilidade aos excluídos e excluídas, mesmo que se considere importante o debate das propostas com a sociedade.

Próxima reunião: segunda feira, 3/9, Às 15h, na Rua Além Paraíba, 208 – Lagoinha.


Equipe de Articulação do Grito dos Excluídos de BH

Culto Festivo - 50 Anos da Igreja Evangelica de Confissão Luterana da Paz

Foto: Google Maps


ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR
I Samuel 7.12


Prezados Irmãos,
A Igreja da Paz - CECLBH - comemora 50 anos
no dia 16 de setembro de 2012,
o que é motivo de grande alegria
para aqueles que dela fazem parte.

Queremos celebrar essa data
com os amigos e os convidamos para nosso
Culto FestivoLocal: Igreja da Paz
Data e horário: 16 de setembro, às 9:30 horas
Endereço: Rua D. Salvadora 37, Serra


Nosso abraço fraterno
Diretoria da CECLBH

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Documentário sobre 18º Grito dos Excluídos em MOC será exibido na subsede do SindUTE-MG

O Regional Norte do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) convida você para mais uma sessão do Projeto “CineUteCinemaComentado”, que exibirá, no próximo sábado (1º/09), às 17h, documentário sobre a 18ª edição do Grito dos Excluídos em Montes Claros, Norte de Minas Gerais, realizada na manhã de 07 de setembro de 2011. 

 
“Venha conhecer o histórico dessa manifestação popular e discutir suas propostas”, motivam os organizadores desta sessão de cinema na subsede do SindUTE. A exibição acontecerá no pátio da subsede, cujo endereço é Rua Juca Prates, 1358, Bairro Operário-Cultural Morrinhos. O documentário tem cerca de 15 minutos e é uma produção comunitária feita a partir de vídeos de militantes dos movimentos e pastorais sociais da região. 

Mostra desde o culto ecumênico e interreligioso desenvolvido na Praça da Catedral, passando pelo embate com policiais que barraram a manifestação na Rua Gabriel Passos, centro da cidade, e vai até a passagem da reivindicação de milhares de pessoas dos mais diversos bairros de Montes Claros pela Avenida Deputado Esteves Rodrigues (Sanitária), encerrando a caminhada-protesto no estacionamento da Prefeitura. 

Vale a pena conferir este outro olhar sobre o Desfile da Independência. Em nível nacional, este ano será a 18ª edição do Grito. Em Montes Claros, será a 19ª. Tem por enfoque “Vida em Primeiro Lugar: queremos um Estado a Serviço da Nação que garanta Direitos a toda a população” dentro das discussões da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) com o tema “A participação da sociedade brasileira no processo de democratização do Estado” e lema “Estado pra que e pra quem?”. 

CONFIRA ABAIXO IMAGENS DA 18ª edição do Grito em MOC registradas por missionários do Projeto "Escola da Cidadania Dom Luciano Mendes de Almeida" na Arquidiocese de Montes Claros 




Fonte: Blog da Assembleia Popular Montes Claros

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Gritos dos/as Excluídos: Os gritos que a gente não vê

"Vi na TV que em Florianópolois, em Santa Catarina, estão contratando pedreiros de "luxo”. Salário de R$5.000,00, mais casa, alimentação e lazer. É por isso que estou indo. Não pensei duas vezes. Pobre não tem escolha”. A frase é de Sérgio, 25 anos, 1º grau de escolaridade incompleto, com quem viajei num ônibus, do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) até São Paulo com destino final, Florianópolis. A ação de Sérgio é como um Grito de milhares de trabalhadores sub-empregados ou desempregados sujeitos a trabalhos de qualquer espécie para sobreviver em um Brasil que acaba de se tornar a "5ª maior economia do mundo”.
Deslocamentos de trabalhadores ocorrem e são impulsionados no bojo da mundialização do capital, da transnacionalização de empresas, da financeirização, autonomização da produção, cujo caráter principal é a desregulamentação da política, da economia, a informalidade do trabalho, e, o esgarçamento da cidadania e da democracia. Veja-se o tratamento policial sobre as greves de trabalhadores nos canteiros de obras da Copa 2014 e do Rio Madeira para a construção de barragens. Quantos milhares de Sérgios não têm acesso à trabalho decente e à saúde na 5ª maior economia do mundo?
Dias depois, conheci dona Eloisa, 51 anos, cearense do Crato, em São Paulo. Ela tinha rosto sofrido, mas brilho, alívio e sorriso no olhar. Durante 20 anos dormira sob papelão em um barraco às margens do Tamanduateí. Mas, há cinco anos, foi à luta com o movimento dos sem-teto. Enfrentou a violência do Estado policial e o preconceito. Há dois dias, ela conseguiu uma casa popular. Muito contente, disse-me que voltava do centro da cidade, onde fora comprar um colchãozinho inflável. Depois de 25 anos ia poder voltar a dormir em um colchão. Mais um Grito por moradia abafado. Quantos milhares de famílias dormem em barracos de madeiras às margens de esgotos e lixões na 5ª maior economia do mundo?
Outro Grito veio de um imigrante boliviano, José Jamil, que trabalhou como escravo em oficinas de costura, em São Paulo-SP. Resgatado, Jamil disse não "ter para onde ir”. Não havia outra alternativa senão permanecer alvo das empresas transnacionais e suas fornecedoras que lhes supre de mercadorias baratas às custas do trabalho mal pago ou escravo de muitos imigrantes. Quantos imigrantes trabalham como escravos, sem moradia, sem escola, sem acesso à cidadania na 5ª maior economia do mundo?
Em um dos bancos do terminal urbano Ana Rosa conheci o Marcelo, 25 anos. Ele dizia que já fora pessoa trabalhadora com seu pai e sua mãe em um sítio em Nova Venécia-ES. Mas, um fazendeiro tomou-lhes a terra e plantou eucalipto em tudo. O pai falecera dias depois. A mãe fora para um asilo. A ele, restou "sair de mund’afora”. Perguntei-lhe sobre o fato do prefeito Gilberto Kassab colocar a guarda civil metropolitana no encalço dos moradores de rua e proíbir a distribuição da sopa a eles pelas organizações de solidariedade. Marcelo tomou uma cachaça e disse-me: "já fui escorraçado e apanhei várias vezes desses guardas.” quantos milhares de camponeses são expulsos do campo o eito dos canaviais, nos canteiros das grandes obras, ou, para morar nas ruas da 5ª maior economia do mundo?
Outro dia, encontrei Dona Eva pelas estradas empoeiradas do Vale do Jequitinhonha-MG. Ela mora em uma comunidade quilombola sem acesso a água potável. Tem três filhos, um deles trabalhador migrante cortador de cana. Todos os dias, de manhã e à tarde, dona Eva precisa caminhar seis quilômetros caatinga adentro para ir buscar água em uma represa que a Ruralminas fez para irrigar monocultivos de banana. Quantos milhares de famílias não tem acesso à água potável na 5ª maior enconomia do mundo?
Semana passada, encontrei-me com Dona Francisca e o Mestre Magrão. Ela falou-me sobre um grupo de mulheres que luta bravamente para sobreviver no Jardir Rincão, periferia de São Paulo. Ali, além das tarefas domésticas, elas elaboram costuras e artesanatos para tentar complementar a parca renda familiar. Como diria Sidnei Silva, "costuram sonhos” de viver com dignidade humana em suas famílias, em suas comunidades. Já o Mestre Magrão falou-me do trabalho de capoeira e de formação que ele faz com crianças, adolescentes e jovens na mesma periferia do Jardim Rincão. Com sua arte, procura colaborar para que meninos e meninas não encontrem na violência, nas drogas e prostituição, sua única alternativa de vida. Contudo, quantas Donas Franciscas e Mestres Magrões lutam sem o reconhecimento e apoio do poder público na 5ª maior economia do mundo?
Na 5ª maior enconomia do mundo, o Estado e os governos locais ignoram, de propósito, Sérgios, Eloisas, Josés, Marcelos, Evas, Franciscas, Magrões. Não ouve seus gritos por direitos básicos de cidadania. Ao contrário, os reprime com a violência organizada, institucionalizada. A quem e como serve o Estado na 5ª maior economia do mundo?
O 18º Grito dos Excluídos questiona esse sistema, por um lado, e, por outro, busca potencializar os Gritos da gente que a gente não vê, não ouve, não reconhece. Procura, através das lutas, sonhos, esperanças mostrar que há possibilidades e alternativas populares de se construir um país melhor, no qual o Estado garanta direitos a toda população, onde o ‘luxo’ não seja exceção ilusionista de tv, e, nem favor de empresas e governos.
Assim, o 7 de Setembro é mais que um dia da Pátria. Mais que um momento, que um evento. Faz parte de um processo de lutas por dignidade, cidadania e soberania popular. Se os direitos de cidadania e os valores democráticos forem garantidos aos trabalhadores, esta já é a essência do gozo – e não luxo – da nossa condição humana e do convívio em uma sociedade, onde o Estado esteja a serviço da nação e garanta direitos à toda população!
Por: José Carlos Alves Pereira | Grito dos/as Excluídos/as
O título foi adaptado

domingo, 26 de agosto de 2012

...AFINAL, O QUE É MESMO UMA EDUCAÇÃO LIBERTADOR​A?

Companheir@s,
Irmãs, irmãos:

"Continua de pé a necessidade de insistirmos nos sonhos e na utopia. Mulheres e homens, nos tornamos mais do que puros aparatos a serem treinados ou adestrados. Nos tornamos seres da opção, da decisão, da interação no mundo. Seres da responsabilidade" Paulo Freire.
"...Afinal, o que é mesmo uma educação libertadora"?
Será o tema da nossa conversa, no dia 01 de setembro, sábado, das 9h às 12h, tendo como nossa convidada, a professora e educadora SANDRA AZEREDO, UFMG. Desta forma, estaremos celebrando com todas/todos  a memória viva do grande educador e pensador Paulo Freire por ocasião de seus 91 anos (1921-2012).
Local: Salão Paroquial da Ig. São José - 1o. andar
Mística: texto-guia Mc 6, 30-44
Responsável: Pe. Henrique
Importante lembrar:
- convidar amig@s e companheir@s para participar deste encontro, principalmente para quem trabalha com o povo nas comunidades, grupos, movimentos, pastorais etc. - DIVULGUE - REPASSE!
- trazer lanche para nossa confraternização;
- contribuição para a repartição dos textos de formação;
- GRITO DOS EXCLUÍD@S - dia 7 de setembro - Praça da Estação - às 8h - participe!

"Aprendendo como e o que o povo conhece, a militância pode e deve ensinar melhor o que o povo já sabe" Paulo Freire.

Nosso abraço carinhoso,

Fórum Político Interreligioso/BH, 26 de setembro de 2012
Ir. Brígida, Pe. Henrique, Lindalva e Zélia
9685-4644 ou 3482-2780

domingo, 22 de julho de 2012

Forum Político Interreligioso - 04/08/2012 - 10h às 12h - Igreja São José - BH

"A Utopia continua, apesar dos pesares. Escandalosamente desatualizada nesta hora de pragmatismo, de produtividade a todo custo, de pos-modernidade escarmentada. A Utopia de que falamos, a compartimos com milhões de pessoas que nos precederam, dando inclusive o seu sangue, e com milhões que hoje vivem e lutam e marcham e cantam. Esta Utopia está em construção, somos operári@s da Utopia. A proclamamos e a fazemos; é dom de Deus e conquista nossa" (Pedro Casaldáliga).

À luz desta Utopia, o FÓRUM POLÍTICO INTERRELIGIOSO/BH está convidando você, amig@s, irmãs e irmãos de todas as comunidades onde lutam, marcham e cantam pessoas de boa vontade para participar de uma conversa franca, amiga e sincera com nosso amigo e companheiro PATRUS ANANIAS, candidato a prefeito de BH/2012,

DIA 04 DE AGOSTO - SÁBADO - às 8h30min.
Das 10h às 12h
 Outra Câmara Municipal de BH - 2012 é possível,
depende de nós...
No salão paroquial da Ig. São José - 1o. andar
(entrada pela Rua Tamoios c/Rio de Janeiro)

Assim, com esta Utopia nas mãos e no coração, queremos "dar razão da nossa esperança"; anunciando e intentando viver, com humildade e com paixão, uma esperança coerente, criativa, e subversivamente transformadora.

Entre na roda com a gente!

Fórum Político Interreligioso/BH, 22.07.2012
9685-4644
3482-2780

sábado, 14 de julho de 2012

Programação da 8º Semana BH sem Homofobia em Belo Horizonte


14/7/2012  -Abertura Oficial da VIII Semana BH Sem Homofobia-  “Arco-iris vai a feira” Local: Feira Tom Jobim, a partir 13h.
Contato: (31) 3075-5724,
 e-mail: cellosmg@yahoo.com.br, http://cellos-mg.blogspot.com.br/


15/07/2012 – II Feijoada da Diversidade
Local e horário: Escola de Samba Cidade jardim, a partir 12h
Endereço: R. Do Mercado S/N, Conj. Santa Maria ( atrás do Hospital Luxemburgo)
Contato: (31) 3075-5724,
 e-mail: cellosmg@yahoo.com.br, http://cellos-mg.blogspot.com.br/


16/07/2012- IV Mostra de Filme: 3 formas de olhar
Local e  horário: Centro de Cultura de Belo Horizonte, 19h
Endereço: R. Da Bahia , 1149 ( esquina c/ Av. Augusto de Lima) – Centro-BH-MG
Contato: Una-se contra a homofobia- http://www.unasecontraahomofobia.blogspot.com.br/
 NUH-UFMG- (31) 3409-6284, http://www.fafich.ufmg.br/dhglbt/


17/07/2012- Seminário  Educação sem homofobia
Local e horário: Secretária de Políticas  Sociais, 19h.
Endereço: R. Espírito Santos, 505, 18 andar – Centro-BH-MG
Contato: NUH-UFMG- (31) 3409-6284, http://www.fafich.ufmg.br/dhglbt/


18/07/2012- Seminário do Conselho Regional de Psicologia
Local e  horário: Conselho Regional de Psicologia, 19h
Endereço: R. Timbiras , 1532, 6 andar,  Lourdes, BH-MG
Contato: CRP04- (31) 2138-6767, http://www.crpmg.org.br/


19/07/2012- Seminário do Conselho Regional de Serviço Social
Local e  horário: Centro de Cultura de Belo Horizonte, 19h
Endereço: R. Da Bahia , 1149 ( esquina c/ Av. Augusto de Lima) – Centro-BH-MG
contato:  CRESS-(31) 3226-2083, http://www.cress-mg.org.br/


20/07/2012- XI Seminário saúde e visibilidade LGBT

Local e horário: Auditório do BDMG, 8h00
Endereço: Rua da Bahia, 1600, Lourdes
Contato: ALEM - (31) 32677871 - http://www.alem.org.br/

20/07/2012 – Cerimônia de entrega do VIII Prêmio de Direitos Humanos e Cidadania  LGBT de Belo Horizonte
Local e  horário: Museu Abílio Barreto, 19h
Endereço: . R. Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, BH-MG
Contato: Contato: (31) 3075-5724,
 e-mail: cellosmg@yahoo.com.br, http://cellos-mg.blogspot.com.br/


21/07/2012 - II Seminário de Organizadores de Paradas e ações de visibilidade massiva de Minas Gerais
Local e  horário: Secretaria Municipal  de Políticas Sociais, 13h
Endereço: R. Espírito Santos, 505, 18 andar
Realização: Fórum  LGBT de MG
Contato: Contato: (31) 3075-5724,
 e-mail: cellosmg@yahoo.com.br, http://cellos-mg.blogspot.com.br/


21/07/2012-Encontros Tudo a Ver – Encontro com os voluntários da XV Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte.
Local e  horário: Secretaria Municipal  de Políticas Sociais, 16h
Endereço: R. Espírito Santos, 505, 18 andar
Contato: (31) 3075-5724,
 e-mail: cellosmg@yahoo.com.br, http://cellos-mg.blogspot.com.br/

segunda-feira, 9 de julho de 2012

CNBB lança cartaz da Campanha da Fraternidade 2013


A CNBB apresentou o cartaz da Campanha da Fraternidade 2013, que tem como tema “Fraternidade e Juventude”, e o lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O cartaz faz alusão à convocação para a Jornada Mundial da Juventude, evento que reunirá milhares de jovens de todo o mundo no Rio de Janeiro em 2013.

O encontro será precedido pela Semana Missionária, evento realizado pelas Arquidioceses de todo o Brasil. Em Belo Horizonte, a programação incluirá o Congresso Mundial de Universidades Católicas (CMUC 2013), promovido pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Clique aqui para acessar o site da Semana Missionária em BH.

Segundo o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, o tema da CF 2013 reforça a opção da Igreja pela juventude. "Tendo como referência a cruz de Jesus Cristo, o cartaz traz, em primeiro plano, uma jovem que demonstra alegria em responder ao chamado que Deus lhe faz. A Igreja acredita nessa disponibilidade da juventude, nessa resposta do jovem que encontra na sua comunidade a abertura, a provocação e a oportunidade para um serviço à Igreja e à sociedade", disse Dom Eduardo.

Fonte: Arquidiocese de Belo Horizonte

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Papo na Segunda - O Cristão e a Preservação da Vida

Prepare-se para um bom bate-Papo na Segunda. Vamos conversar sobre o meio ambiente? E a preservação? E a sustentabilidade? Como fica o crescimento e o progresso? E nós cristãos, qual será o nosso papel? Programe-se para o primeiro sábado do próximo mês, dia 02/06, às 19h30m, aqui na Segunda Igreja. Este sábado antecede a Semana Mundial do Meio Ambiente, uma ótima oportunidade para uma boa reflexão. Estará conosco missionário Caio Marçal, secretário de mobilização da Rede Fale/ABU e o Presbº. Leonardo Rubens Maia Maciel. Você não pode faltar!
O Papo na Segunda é um projeto da Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte em que são realizadas mesas redondas sobre temas relevantes e emergentes sobre o ponto de vista político, social, filosófico, teológico ou ético que, de alguma forma, afetam o ser humano. Voltado para todo o público (cristão e não cristão), seu objetivo é promover a reflexão sobre questões atuais e incentivar o debate, contribuindo para a formação de consciência crítica.
A Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte fica na Rua Guajajaras, nº 1687, quase esquina com a Rua Araguari, defronte o Campo do Cruzeiro Esporte Clube.

Igreja Consciente Gera Vida - por Pastor Jorge Diniz

        Vivenciamos uma realidade de busca alucinada de poder econômico em detrimento à preservação ambiental. Diante dela é relevante à igreja cristã pensar sobre essa realidade e propor ações possíveis de conscientização, educação, preservação e correção onde a cosmovisão cristã influencie promovendo um envolvimento na sociedade gerador de outra possível realidade mais equilibrada e sustentável.

        Quando observamos os movimentos em busca desse equilíbrio ambiental, movimentos que chamam para si a responsabilidade do cuidado e da preservação, constatamos o envolvimento de pessoas com pouca consciência cristã e saturadas de ideologias meramente humanas. A demonstração de um comprometimento com a causa reflete um cristianismo puro e simples expresso nas Escrituras. O envolvimento dos não cristãos nas causas ambientais constrange, ou deveria constranger a igreja diante de tamanha perfeição explícita na criação. Criação que é deteriorada pelo uso irresponsável daquele que foi criado à imagem e semelhança do Criador e sustentador de todas as coisas. Adão, imagem de Deus, é também a tipificação de toda a humanidade que a nega sua responsabilidade original de cuidado e usa irresponsavelmente todos os recursos naturais criados. Nós os usamos irresponsavelmente.
        A segunda constatação é a omissão da igreja que define “obra da Deus” ou “trabalho para o Senhor” somente aquilo que está ligado diretamente à esfera pística (do grego “pistis”, fé). A igreja institucional, seus cultos, programas, eventos, projetos, sua eclesiologia e tudo mais são sim prioridades na vida cristã, é para isso que os cristão vivem. É essa a ideia que deve ser combatida. É como viver em dois mundos, uma dicotomia doentia que demanda envolvimento em um dos lados em detrimento do outro que é “secular e mundano”. A ignorância, inação, inatividade, inércia, insensibilidade, letargia e preguiça da igreja são refletidas no seu não envolvimento. Essa omissão reflete ignorância diante das Escrituras e uma limitação na compreensão da abrangência do que é espiritualidade e do quanto essa espiritualidade cristã envolve o cuidado para com o todo, inclusive para com o meio ambiente.
        O terceiro olhar diante dessa realidade é a consideração ou desconsideração do legado que carregamos desde a criação. Deus, quando formou o homem à sua imagem e semelhança, o abençoou e lhe deu obrigações: dominar e cuidar de tudo aquilo que tinha sido criado, inclusive de nominar os animais. A igreja, em sua história, tem demonstrado desconsideração completa desse legado original, dessa responsabilidade, envolvendo-se em questões ritualísticas e afastando-se das obrigações de cuidado devido de todas as coisas criadas que foram colocadas sob a responsabilidade da humanidade.
        A esperança é que o próprio Deus atraia novamente a seus próprios filhos, abrindo-lhes a consciência, agora com uma atração irresistível ao cuidado para com a criação, uma atração ao envolvimento comprometido com ações e movimentos ambientais, na reeducação ambiental, no arrependimento diante de uma história cristã de omissão e uma atração à convicção do legado original demonstrado em um comportamento transformador da igreja no meio da sociedade em que vive. Que o Senhor seja glorificado com essa nova postura de sua igreja.
No amor do Eterno.
Rev. Jorge Diniz.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Segunda Igreja Presbiteriana

sábado, 26 de maio de 2012

Comunidade Imaculada Conceição, no Melo Viana, unida em Oração pela Unidade dos Cristãos

Paróquia de Santo Antonio - Distrito de Sen. Melo Viana

Olá, boa tarde!
Saúde e paz para todos!

Agradeço pelo envio das mensagens! É muito bom receber boas notícias.
No mês de maio a nossa pequena comunidade dedica as noites, a partir das 19h30, para orações. Contemplamos o terço à luz da Palavra de Deus e nesse momento pedimos a Deus as bênçãos de todos nós caremos para nossa caminhada.
Desde domingo passado estamos unidos a vocês em oração pela unidade dos cristãos. Tem pouca gente mas os tantos que temos se tornam muitos diante das nossas intenções.
Saudaçõe fraternas,

Jayme Sobrinho
Com.Imaculada Conceição/Par.Sto.Antônio/Sen.Melo Viana
Coronel Fabriciano/MG